14 de Março de 2019

Humanos ou Recursos Humanos: De que fibra somos feitos?

Portugal está entre os dez países da OCDE onde se trabalha mais horas por ano (é o quarto país da União Europeia no ranking), com uma média que ronda as 1900 horas/ano. Quando descobri estes valores, percebi o que podia estar na base do recente aumento de pessoas que me procuram em consultório, por motivos de burnout, devido ao trabalho. Mais tarde, descobri que cerca de 13% da população portuguesa sofre de burnout laboral neste momento.

Por definição, o burnout é um esgotar de energias – mentais, físicas e emocionais – e traduz-se em sintomas nestas três áreas: físicos – dores físicas, problemas gastrointestinais, insónias, aumento e/ou perda de apetite; mentais – perda de concentração, memória, capacidade de resolução de problemas ou perspetiva; emocionais – irritabilidade, impaciência, híper reatividade e/ou apatia. O segredo deste síndrome é que tem cura, e pode ser prevenido. Conhecer os sinais de alerta, em conjunto com a auto-observação, permite que, individualmente, se consiga saber o que fazer, em que momento e quando pedir a ajuda mais especializada.

Consulte o artigo completo na Edição #7 da revista Game Changer


Maria Palha
Senior Consultant designing Social Projects
Be Human Project Director