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8 de Janeiro de 2021

Game Changer 11 – Entrevista com Carla Rocha

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Licenciada em Ciências da Comunicação e com uma pós-graduação em Gestão de Marketing, Comunicação e Multimédia, fundou a empresa Carla Rocha Comunicação e a Academia Fale Menos, Comunique Mais.

A consultora de comunicação colabora atualmente com várias empresas nacionais e internacionais implementando programas de treino e formação nesta área, além de participar em diversas formações e palestras por todo o país.

Autora de dois livros (Fale menos, comunique mais – 10 estratégias para se tornar um grande comunicador e Fale menos, influencie mais – 5 estratégias para ser ouvido e comunicar com influência) Carla Rocha possui uma vasta experiência na Rádio tendo conduzido vários programas líderes de audiência em Portugal. Apresenta atualmente o programa “As 3 da manhã” na Renascença ao lado de Joana Marques e Ana Galvão.

 

O que queria ser em criança?

CR – Queria ser assistente de bordo. Adorava a ideia de estar em países diferentes no mesmo dia. Também me passou pela cabeça ser bailarina mas não tinha qualquer aptidão.

Qual foi o momento em que resolveu enveredar por uma carreira na área da Comunicação?

CR – Nunca decidi na verdade. Fiz um casting numa rádio local de Albufeira por insistência de um locutor que lá trabalhava e fui aceite.

A ida para a Rádio foi uma escolha espontânea ou foi condicionada ou incentivada por algum acontecimento na sua vida?

CR – Foi incentivada por esse acontecimento de um dia ter ido a esta rádio (que já não existe) pedir informações para escrever um artigo para um jornal local onde colaborava. Nunca cheguei a ter a informação que procurava (sobre os resultados de uma prova de supercross que tinha acontecido nesse dia) mas ganhei uma carreira.

No meio de algumas adversidades que possam surgir na vida de uma pessoa, no seu caso, o que é que a faz seguir em frente e saltar ou ultrapassar essas adversidades?

CR – A convicção de que o melhor está para vir e que vai valer a pena lutar por isso. Sou muito positiva. Consigo ver sempre uma oportunidade na adversidade.

Tem algum lema de vida? Qual?

CR – Mais vale feito do que bem feito. Este lema ajuda-me a vencer os momentos em que vou adiando algo por achar que ainda não sei o suficiente ou que ainda não tenho condições.

Na sua opinião, o que falta em termos comunicacionais no nosso país?

CR – Falta mais humanidade na forma como promovemos os nossos negócios e as nossas empresas. Faz falta pessoas (líderes) que comuniquem sem receio de revelar algumas vulnerabilidade, que motivem e inspirem realmente.

Quais os desafios de trabalhar a área da comunicação nas empresas?

CR – Vencer algum ceticismo que ainda há em relação a esta corrente que defende que as emoções fazem parte dos negócios e que a comunicação deve ser menos acética e mais autêntica.

Se tivesse de optar pela rádio ou formação, qual seria o seu destino?

CR – Ui. Não sei, estou tão apaixonada pelas duas áreas.

Na área da Comunicação, na sua opinião, o que veio alterar as regras do jogo?

CR – A tecnologia, a inteligência artificial. Vêm lembrar-nos que para nos distinguirmos devemos questionar a forma como nos ligamos (ou não) aos outros e encontrar formas de juntar à eficiência e à busca de resultados as questões mais humanas.

Que balanço faz dos últimos 10 anos da sua carreira profissional?

CR – Foi uma década muito rica em aprendizagem e novos conhecimentos. Dei centenas de formações, convivi com muitos setores de atividade, com muitas pessoas inspiradoras de quem me vou lembrar sempre.

Daqui a dez anos como se vê? Gostaria de fazer algo diferente ou complementar a carreira com outra área?

CR – Gostaria de evoluir ao ritmo que o mundo nos exige, adaptando a formação às mudanças que vão acontecendo e tendo a criatividade e a capacidade de resposta para estar onde os futuros clientes nos exigem. E espero que formar pessoas continue sempre a ser gratificante e divertido.

Pode assistir à continuação da entrevista no vídeo disponível abaixo:

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